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Nova atualização Google Page Experience: experiência de usuário (UX) é novo fator de ranqueamento. Entenda como funciona!

05/06/2020 Luiz Henrique
Nova atualização Google Page Experience: experiência de usuário (UX) é novo fator de ranqueamento. Entenda como funciona!

Google Page Experience é a nova atualização do Google, que irá mais uma vez mudar tudo em SEO. Por conta do COVID-19, a atualização só deve acontecer na prática em 2021, mas é bom já se adequar.

Fatores como velocidade de carregamento, responsividade mobile e navegação segura fazem parte do conjunto de estratégias de SEO faz tempo.

A experiência do usuário, como é chamada esta coleção de normas, ganhou importância como uma consequência natural do amadurecimento da indústria e do comportamento das pessoas na internet.

Os principais itens que serão levados em conta são:

  • Tempo de carregamento para preenchimento do maior conteúdo da página, imagem ou texto (abaixo de 2,5 segundos);
  • Responsividade da página, ou seja, tempo de resposta para ações do usuário (abaixo de 100 milisegundos)
  • Evitar itens que “saltem” ou troquem de posição na página;
  • Uso de protocolo HTTPS;
  • Presença de anúncios intrusivos;

Com a crescente demanda por uma web cada vez mais amigável, inteligente e intuitiva, o Google anunciou na última quinta-feira (28) que está expandindo seu horizonte de parâmetros quando se trata de usabilidade e atualização de algoritmo.

Conheça hoje o Google Page Experience, novo fator de ranqueamento do Google que entrará no ar em 2021.

O que é o Google Page Experience?

Google Page Experience (ou experiência de página) é um conjunto de sinais que medem como os usuários percebem a experiência de interagir com uma página da Web, indo além do valor puro das informações e qualidade do conteúdo.

Faz parte da experiência de página o Core Web Vitals (Métricas essenciais da web), que é um conjunto de métricas que medem a experiência do usuário no mundo real para interações como desempenho de carregamento (LCP ou Largest Contentful Paint), interatividade (FID ou First Input Delay) e estabilidade visual da página (CLS Cumulative Layout Shift); falaremos adiante sobre cada uma dessas novas métricas (LCP, FID e CLS).

Esse conjunto de métricas-chave foi criado com o objetivo de ampliar a qualidade de avaliação do Google sobre os sites que aparecem em sua página de resultados.

Todos esses aspectos são 100% voltados a como os próprios usuários percebem suas experiências de interação com os sites em que navegam.

Elas levam em consideração, por exemplo, que dificuldade alguém pode ter para encontrar uma informação crucial dentro de uma página, ou como uma intervenção indesejada de layout pode atrapalhar um processo de compra.

A junção dos Core Web Vitals com as já existentes orientações do Google para uma boa avaliação de UX resultaram no update Google Page Experience.

Quais são as métricas de avaliação do Page Experience?

Como falamos, há 3 métricas: LCP (Largest Contentful Paint), FID (First Input Delay) e  CLS (Cumulative Layout Shift).

Dos três novos critérios desenvolvidos para o aperfeiçoamento do algoritmo, o mais inovador é o Cumulative Layout Shift.

O que é Cumulative Layout Shift (CLS)?

O CLS mede a estabilidade visual do layout.

Para fornecer boa experiência para o usuário, ele deve estar sempre abaixo de 0,1.

Cumulative Layout Shift (CLS)

A nova regra veio para “fiscalizar” a estabilidade de um layout enquanto sua página é carregada e/ou rolada.

Por exemplo: se o layout da página se move, botões importantes flutuam ou informações mudam de lugar de maneira desnecessária, a experiência de navegação nesta página é profundamente afetada de modo negativo.

Abaixo, um gif publicado pelo Google exemplifica como uma flutuação inconveniente de layout pode atrapalhar uma experiência de compra.

Cumulative Layout Shift (CLS)

Outros critérios que completam a lista métricas-chave para a avaliação da experiência de usuário de um website são:

Large Contentful Paint (LCP)

A nota de LCP mede o tempo que o maior conteúdo visível em uma página demora para ser totalmente carregado.

Para oferecer boa experiência a seus visitantes, sua página deve começar a carregar em até 2.5 segundos.

Largest Content Paint (LCP)

First Input Delay (FID)

Este critério é responsável pela interatividade da página.

Ele mede, especificamente, quanto tempo um site demora para responder a um comando do usuário.

Este comando por ser, por exemplo, um clique, ou a abertura de uma aba em uma página estática.

Um bom FID deve acontecer em menos de 100 milissegundos.

First Input Delay (FID)

Mobile-Friendliness

Aqui começam os fatores de avaliação que o Google já considerava importantes antes da criação dos Core Web Vitals.

Para uma página brigar por posições de destaque na SERP, ela deve, necessariamente, ser compatível com todos os tipos de dispositivos móveis que podem acessá-la.

Faça aqui seu teste de compatibilidade com dispositivos móveis.

Safe-browsing

É imprescindível que uma página tenha uma navegação sem conteúdo malicioso, como malwares, ou enganoso, como phishing, por exemplo.

A essa navegação sem “empecilhos”, chamamos safe-browsing.

Veja aqui como saber se o seu site tem problemas com a segurança de navegação com o Search Console.

HTTPS

Você compraria um produto de um site que o seu navegador acusa de não ser seguro? Conexão segura é um dos mais importantes fatores, tanto para buscadores quanto para usuários.

Descubra na central de ajuda do Chrome como identificar uma conexão segura.

Intrusive interstitials

Quando banners ou pop ups impedem que seu usuário chegue à informação que ele está buscando em determinada página, ele tende a abandonar a navegação antes de encontrá-la. Saiba que os esses elementos invasivos — ou intersticiais intrusivos —  são um fator negativo de avaliação para os algoritmos de pesquisa.

O esqueleto geral do Page Experience, deste modo, ficará da seguinte forma:

A diagram illustrating the components of Search’s signal for page experience.

Como me preparar para esta atualização?

O anúncio do Google Page Experience, feito com tamanha antecedência, tem como objetivo fornecer tempo o suficiente para que os profissionais de SEO e donos de sites possam se adequar às mudanças.

Para que toda a comunidade de search também possa extrair o máximo das (não tão) novas orientações, o Google ampliou seu leque de ferramentas para mensuração dessas métricas, bem como incluiu novos recursos em ferramentas já conhecidas, como o Search Console e o Lighthouse, por exemplo.

Os Core Web Vitals de qualquer site podem ser analisados nas seguintes plataformas:

Google Search Console

O queridinho dos SEOs agora tem um novo relatório especialmente desenvolvido para os Core Web Vitals chamado Métricas essenciais da Web.

Ele está localizado na seção “Melhoramentos”, onde também estão os relatórios de usabilidade mobile e AMP.

Google PageSpeed Insights

A mais tradicional ferramenta disponibilizada gratuitamente pelo Google para medir a velocidade de carregamento de um site também foi atualizada para abarcar a demanda dos Core Web Vitals.

nytimescorewebvitals

Em seu relatório tradicional, as novas métricas estarão assinaladas com uma pequena bandeira azul. Gere seu próprio relatório aqui.

Lighthouse

Em sua versão 6.0, a ferramenta nativa do DevTools, no Google Chrome, agora tem um novo performance score que inclui avaliações para os Core Web Vitals.

Veja abaixo como as novas métricas aparecem.

lighthousegpe

Chrome UX Report

CrUX, como é conhecido, já tem um template voltado exclusivamente voltada aos Core Web Vitals.

O template foi criado voluntariamente por um usuário da plataforma e, para utilizá-lo, basta copiar, conectar sua base de dados e ter acesso a um relatório super completo!

cruxwebvitals

Acesse o relatório CrUX Dashboard v2 aqui.

Extensão Web Vitals

Para medir os Core Web Vitals de um site em tempo real, baixe a extensão para Chrome Web Vitals.

webvitalschrome

Essa extensão, porém, se resume apenas às novas métricas Largest Contentful Paint, First Input Delay e Cumulative Layout Shift.

AMP, Top Stories e Page Experience

O Google também anunciou, na publicação oficial de lançamento das mudanças que virão, que os critérios para uma página aparecer na seção Top Stories, na SERP mobile, não incluem mais a obrigatoriedade de utilizarem AMP.

Em outras palavras: quaisquer páginas que possuam boas avaliações nos critérios do Page Experience estarão concorrendo às posições do Top Stories, e páginas AMP competirão com páginas que não necessariamente utilizam o recurso.

Isso não quer dizer, de modo algum, que utilizar AMP tornou-se insignificante.

Pelo contrário: as páginas com AMP tendem a levar alguma vantagem sobre as que não o utilizam, justamente porque o Accelerate Mobile Pages foi criado com o objetivo de ajudar as páginas a corresponderem às boas práticas de usabilidade designadas pelo Google.

Conteúdo continua sendo rei ????

Apesar de toda informação compartilhada sobre o que mudará no algoritmo do Google a partir do próximo ano, uma coisa não mudará: conteúdo continua sendo o fator mais importante.

A própria publicação, feita por Sowmya Subramanian, Diretora de Engenharia do Ecossistema de Search, deixa isso claro:

“Embora todos os componentes da experiência de usuário sejam importantes, priorizaremos páginas com as melhores informações, ainda que alguns aspectos de Page Experience sejam inferiores. Uma boa experiência de usuário não substitui um conteúdo excelente e relevante. No entanto, em casos onde muitas páginas apresentem conteúdo semelhante, Page Experience se tornará muito mais importante para a visibilidade na página de resultados.”

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